Redução do risco de desastres: como montar um plano de emergência para a família

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Rodovia cercada de vegetação com legenda referente ao Alto Tietê

Quando a água sobe rápido ou a encosta começa a trincar, não há tempo para decidir o que levar, por onde sair ou para quem ligar. Essas decisões precisam estar tomadas antes. É essa a ideia por trás do Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres, lembrado em 13 de outubro: prevenção salva mais vidas do que qualquer resposta improvisada.

A data foi criada pela Assembleia Geral da ONU em 1989, no contexto da década internacional dedicada à redução de desastres naturais, e passou a ser usada por defesas civis de vários países para estimular a cultura de preparação. No Brasil, enchentes, enxurradas, deslizamentos e incêndios estão entre as ocorrências mais frequentes, e boa parte das perdas humanas acontece em áreas onde o risco já era conhecido.

Por onde começar um plano de emergência familiar

O primeiro passo é saber a que risco a casa está exposta. Algumas perguntas ajudam:

A Defesa Civil do município costuma ter o mapeamento das áreas de risco e pode orientar moradores. Em muitas cidades também é possível pedir vistoria quando surgem sinais de instabilidade no terreno ou na construção.

Com o risco identificado, o plano de emergência familiar se organiza em quatro partes: saída, contatos, documentos e kit.

“O primeiro passo é saber a que risco a casa está exposta.”

Rotas de saída e ponto de encontro

Defina duas rotas para deixar a casa e, se possível, o bairro, porque uma delas pode estar bloqueada. Em caso de enchente, a rota deve levar para áreas mais altas; em caso de deslizamento, para longe da encosta. Escolha também dois pontos de encontro: um perto de casa, para situações como incêndio, e outro fora do bairro, como a casa de um parente ou um abrigo público indicado pela prefeitura.

Pense em quem precisa de ajuda para sair: crianças pequenas, idosos, pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, animais de estimação. Cada um deve ter um responsável definido. Faça um ensaio da saída com a família pelo menos uma vez; parece exagero até o dia em que é preciso fazer isso no escuro.

Contatos e documentos

Monte uma lista em papel, porque o celular pode estar sem bateria ou sem sinal, com:

Os documentos pessoais, receitas médicas e papéis do imóvel devem ficar juntos, em saco plástico fechado, em um lugar alto e de fácil acesso. Fotografar tudo e guardar as imagens em um serviço de armazenamento na nuvem facilita a reemissão depois.

O kit básico de emergência

Uma mochila pronta evita perder minutos preciosos. Itens essenciais:

Revise a mochila a cada seis meses, trocando água, alimentos e remédios vencidos.

Como receber os alertas oficiais da Defesa Civil

Os alertas chegam antes do problema e permitem sair com calma. Para receber avisos por SMS, basta enviar uma mensagem com o CEP para o número 40199; a resposta confirma o cadastro, e é possível cadastrar mais de um CEP, como o da casa de parentes. Enviar a palavra CONSULTAR para o mesmo número mostra quais CEPs já estão registrados.

Além do SMS, a Defesa Civil usa o sistema Defesa Civil Alerta, que envia mensagens em tela cheia para os celulares de uma área de risco, com sinal sonoro em situações extremas, mesmo no modo silencioso. Esse serviço não exige cadastro. Os alertas também circulam por WhatsApp, Telegram, TV por assinatura e ferramentas de alertas públicos do Google.

Quando o alerta chegar, siga as orientações e não espere a água entrar em casa para sair. Desligue a energia e o gás, feche a casa e leve o kit.

Perguntas e respostas

O cadastro no SMS 40199 tem custo? O serviço de alertas é gratuito. Basta enviar o CEP por SMS para o número 40199 e aguardar a mensagem de confirmação do cadastro.

Preciso de um plano mesmo morando em área sem histórico de enchente? Sim. Incêndios, vendavais e falhas de estrutura podem atingir qualquer imóvel. O plano básico, com rota de saída, contatos e documentos organizados, serve para vários tipos de emergência.

O que fazer se notar rachaduras novas na casa ou no terreno? Saia do imóvel se houver estalos, portas emperrando ou água barrenta brotando do solo, e acione a Defesa Civil pelo 199. Sem sinais de perigo imediato, peça uma vistoria ao órgão municipal.

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