Dia das Crianças: cuidados de segurança em passeios, eventos e na internet

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Professor de braços cruzados diante de um quadro branco em sala de aula

Shoppings lotados, parques com fila, festas de rua e, para muitas famílias, um celular ou videogame novo embrulhado para presente. O feriado de 12 de outubro concentra situações em que a segurança infantil exige mais atenção do que no resto do ano. A boa notícia é que a maior parte dos riscos se resolve com combinados simples, feitos antes de sair de casa ou de ligar o aparelho.

Antes do passeio: identificação e ponto de encontro

Em lugares cheios, uma criança se perde em segundos. O que define o desfecho é quão rápido ela é encontrada, e isso depende de preparo prévio.

“Em lugares cheios, uma criança se perde em segundos.”

Em eventos e locais cheios

Durante o passeio, a regra central é ensinar a criança a quem pedir ajuda. Em vez de "não fale com estranhos", que ela não sabe aplicar quando está perdida, oriente a procurar funcionários uniformizados, seguranças, policiais ou uma mãe acompanhada de filhos, e a nunca sair do local com ninguém, mesmo que a pessoa diga que vai levá-la até os pais.

Outros cuidados que fazem diferença:

Viagens do feriado também têm regras. Pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, menores de 16 anos só podem viajar para fora da comarca onde moram desacompanhados dos pais ou responsáveis com autorização, salvo exceções previstas em lei, como viagens com parentes próximos que comprovem o vínculo. Vale conferir a exigência antes de embarcar.

Segurança infantil na internet

Muitos presentes do Dia das Crianças abrem uma porta para o mundo on-line: celulares, tablets, consoles e jogos com chat. Alguns riscos se repetem, como contato de adultos se passando por crianças, pedidos de fotos, desafios perigosos, compras dentro dos jogos e golpes com promessa de moedas virtuais grátis.

Antes de entregar o aparelho, os responsáveis podem:

Nenhuma configuração substitui a conversa. Crianças que sabem que podem contar algo estranho sem perder o videogame contam mais cedo.

O que conversar com os filhos antes do feriado

Uma lista curta ajuda a transformar os cuidados em combinado da família:

  1. Se você se perder, fique parado e procure um funcionário ou policial.
  2. Nunca saia de um lugar com alguém que não seja da família, mesmo que a pessoa conheça seu nome.
  3. Na internet, ninguém precisa saber onde você mora, estuda ou está agora.
  4. Nenhum adulto de verdade pede segredo ou fotos para uma criança.
  5. Se algo deixar você com medo ou vergonha, conte para a gente. Você não vai ficar de castigo por contar.

Situações de violência contra crianças e adolescentes, inclusive no ambiente digital, podem ser denunciadas ao Disque 100, aos conselhos tutelares e à polícia.

Perguntas e respostas

A partir de que idade a criança consegue decorar o telefone dos pais? Varia, mas muitas crianças em idade escolar já memorizam uma sequência de números com treino. Transformar o número em música ou brincadeira facilita. Para as menores, a pulseira de identificação é a opção mais segura.

Vale a pena usar localizador ou relógio com GPS? Pode ajudar em locais cheios, mas não substitui a pulseira e o ponto de encontro, porque a bateria acaba e o sinal falha. Também é importante configurar o aparelho para que só a família veja a localização.

Jogos on-line com chat são perigosos? O risco está no contato com desconhecidos. Muitos jogos permitem limitar o chat a amigos aprovados pelos pais. Configurar essa opção e conversar sobre o que fazer diante de pedidos estranhos reduz bastante a exposição.

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